O Relógio da Família foi uma experiência de Encontro a dois, desejado e muitas vezes adiado, como um parto à espera de quem nos assista, com as ferramentas próprias; alguém que nos instale, nos faça sentar e que connosco se alegre na expetativa… na sala de espera. Depois, ficando só os dois. Com dores e alegrias, com o silêncio e os olhares que não se conseguem transpor logo para o papel. E encontradas as palavras, as respostas às questões suscitadas, elas revelam-nos o que realmente somos agora, como casal e como família e o que queremos vir a ser. Um tesouro que nos foi dado, um dom, escondido, esquecido pelo sono da rotina, enterrado neste terreno onde contruímos o nosso projeto. O terreno pelo qual vendemos tudo e pelo qual vale a pena dobrar-se e ajoelhar, arrancar as ervas daninhas e reconstruir um novo caminho.

Um encontro para onde nos sentimos apetecivelmente arrastados pela metodologia utilizada. Pelos diferentes momentos/temas a trabalhar. Vemo-nos retratados em situações com que nunca nos confrontámos, desafiados com o que os textos nos ajudam a refletir e enriquecidos com as nossas descobertas e com as dos outros.

Inevitavelmente, um ENCONTRO com Aquele que nos escolheu, abençoou e deseja que nos abençoemos um ao outro, como aconteceu nestes fins de semana. A certeza de sabermos que o outro me quer bem e que eu não quero outra coisa senão o seu bem, à imagem e semelhança do Amor de Cristo pela sua Igreja.

Isabel e Pedro, Lisboa

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